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Segurança | 8 abr de 2017 | da Redação

Trabalho ilegal na infância abrange mais de 2 mil crianças no Paraná, segundo Fundação Abring

As condições do trabalho infantil aumentam no quesito precariedade, apontam dados atualizados e divulgados pela Fundação Abring. São aproximadamente 3 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho.

O aumento alarmante está nas ocupações de crianças de 5 a 9 anos totalizando 8,5 mil. No Paraná são 2.686 crianças desta faixa etária trabalhando de maneira ilegal. Os dados ainda indicam que a maior concentração dos índices está na Região Sul.

De acordo com critérios do ECA, a regularidade do trabalho é permitida somente partir dos 14 anos seguindo as regras do jovem aprendiz.

O documento do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil 2017 reúne 23 indicadores relacionados ao público de 0 a 18 anos. Os dados levantados referem-se à taxa de mortalidade, nutrição, gravidez na adolescência, ocupação e trabalho entre outros. Todas as estatísticas estão disponíveis no site observatoriocrianca.org.br.

VIOLÊNCIA

Quase 1% da população de crianças e adolescentes do Paraná sofreu violência física, psicológica ou sexual em 2015. No Brasil, foram 153 mil registros de denúncias de violações aos direitos de crianças e adolescentes reportadas ao Disque 100.

A maior parcela das denúncias, 72,8%, trata sobre casos de negligência. Outros 45,7% são de violência psicológica; 42,4% de violência física e 21,3% de violência sexual.

As estatísticas sobre o número de homicídios também chamam a atenção. Mais de 10 mil mortes de crianças e adolescentes foram mortas por homicídio no Brasil, o que corresponde a 18,4% dos homicídios cometidos no país.

No paraná, foram aproximadamente 500 casos e 1.076 na região Sul. Os números mais altos estão no Nordeste com 4.564 casos. Dos índices nacionais, aproximadamente 21% dos homicídios foi por arma de fogo, número pouco superior aos 18,8% no Paraná.

EXTREMA POBREZA

Mais de 17,3 milhões de crianças de 0 a 14 anos, o equivalente a 40,2% da população brasileira nessa faixa etária, vivem em situação de baixa renda e extrema pobreza, segundo dados disponibilizados pela Abring.

O índice é consideravelmente mais baixo que os apurados em 2005 apontando para o número catastrófico de 67,1% de crianças em condições adversas. A queda de mais de 27%, no entanto, não é suficiente para amenizar o impacto negativo destes indicadores.

 

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