Jornalismo local e analítico

Opinião
| 7 mar de 2019

Um Rei e o Oscar

O ator Chadwick Boseman faz o símbolo do “Pantera Negra” durante o tapete vermelho do Oscar (Imagem: Reprodução/Twitter)

Pantera Negra surgiu em julho de 1966, em Fantastic Four #52, criado pelos saudosos escritores Stan Lee e Jack Kirby, durante a era de prata das histórias em quadrinhos. O nome Pantera Negra é anterior à fundação do partido dos panteras negras (outubro de 1966), o que causa muita confusão. Pantera Negra tentou brevemente usar o nome Black Leopard para evitar conotações com o partido, mas o a nova denominação não durou.  O nome do personagem foi alterado de volta para Black Panther em Avengers #105. Este ano o filme da Marvel Cinematic Universe (MCU) dirigido por Ryan Coogler, levou nada menos que três premiações do Oscar para a casa, nas categorias: Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte.

Uma conquista para o universo de filmes de heróis, que historicamente não são agraciados com o Oscar, e uma conquista ainda maior para toda uma luta por igualdade e reconhecimento do continente africano e de seu povo. Ludwig Göransson venceu na categoria Melhor Trilha sonora, onde explora os elementos africanos, com todo sua força e caracterização típica do continente. Enquanto as outras duas categorias ficaram para, Ruth E. Carter, que se tornou a primeira mulher negra a vencer o Oscar de melhor figurino, e Hannah Bleecher, que foi a primeira negra a vencer em melhor direção de arte. Duas conquistas extraordinárias, para duas grandes mulheres que realizaram um trabalho fantástico. O filme é uma verdadeira imersão em cores e formas, inconfundivelmente africanas.

O criador do MCU Stan Lee talvez não imaginasse o alcance que suas histórias chegariam, mas sem dúvidas ele sabia de tudo que esse personagem representa, e toda a força que ele tem. Que essas conquistas se tornem frequentes, que o reconhecimento chegue a quem merece, e que Stan Lee fique orgulhoso da sua obra, assim como nós estamos.

Gilmar Lejambre Junior

Sobre o Autor

Gilmar Lejambre Junior

Estudante de Engenharia Mecânica UTFPR (Guarapuava)