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Opinião
| 31 out de 2018

O que é ser fisioterapeuta

A profissão em si nasceu em meados do século XX, logo após as duas grandes guerras. Partindo da necessidade de readequar e reabilitar o grande número de feridos, voluntários iniciaram a prática buscando reinserir as vitimas novamente a sociedade. Após essa inciativa, diversas técnicas passaram a ser desenvolvidas e integradas no arsenal do fisioterapeuta ao longo do tempo, e revertidas em prol da comunidade.

No Brasil a pratica da fisioterapia iniciou em 1921, mas somente em 1951 que foi criado o primeiro curso de formação, com caráter técnico e com duração de um ano. Somente em 1969, no dia 13 de outubro, a profissão passou a ser regulamentada e foi reconhecida como um curso de nível superior.

Quais as principais atribuições de um fisioterapeuta? Por definição somos profissionais da saúde capazes de estudar, prevenir e tratar distúrbios de movimentos, decorrentes de alterações genéticas, traumas ou por doenças adquiridas. Mas posso garantir que vamos muito além!

Sou fisioterapeuta há quase três anos, sem contar mais um bom tempo em que realizei estágios e participei de projetos na universidade (Universidade Estadual do Centro-Oeste – Unicentro). Já tive os mais variados tipos de pacientes, todos com diferentes queixas dolorosas ou lesões e principalmente, diferentes personalidades.

Ao entrar em contato com um paciente, devemos sempre nos perguntar qual a sua história de vida, qual o caminho que o levou até sua clínica ou consultório. Nenhuma das suas habilidades de avaliação adquiridas com o estudo ou com a prática é mais importante do que saber ouvir o ser humano que está a sua frente. Sua total atenção aos mais simples detalhes poderá determinar o sucesso ou não do tratamento.

É fato que muitos pacientes não conseguem se expressar de forma tão direta e precoce. Isso demanda certo tempo e confiança por ambas as partes. Sempre costumo dizer que o sucesso da terapia é dividido meio a meio entre o fisioterapeuta e o paciente. Cabe ao fisioterapeuta desenvolver o que o paciente tem de melhor, sempre visando à melhoria de uma determina função, ou de uma atividade de vida diária.

Existem pacientes vindos de um processo pós-operatório ou aqueles que possuem patologias crônicas e que em ambos os casos, demandam certo tempo para que suas funções sejam restabelecidas. Em alguns casos, em razão dessa longevidade do tratamento, a amizade torna-se presente. Há casos em que você vê mais vezes alguns dos seus pacientes do que seus familiares.

Ao nos darmos conta que a relação com o paciente é uma peça fundamental para o tratamento, estamos dando mais um passo em direção ao sucesso profissional e na busca constante pelo aprimoramento interpessoal que sempre deveria nos nortear.

Por mais estranho que posso soar, sempre devemos ver o paciente como um todo. Não somente como um ombro, um joelho ou uma coluna.

Willyam Inácio da Luz

Sobre o Autor

Willyam Inácio da Luz

Fisioterapeuta - Crefito – 8/239744-f