Jornalismo local e analítico

Opinião
| 21 maio de 2019

Fim da lua de mel, início da passação de pano

Foto: Adriano Machado/Reuters

Dezoito de maio de dois mil e dezenove. Não estamos nem na metade do ano ainda, mas aquilo que tanto falávamos, que tanto avisávamos tem se mostrado cada vez mais verdadeiro. Bolsonaro não sabe administrar um país, isso é fato, e o resto é conversa de quem prefere morrer a admitir o erro, ou que faz parte da minoria da população beneficiada por seus atos.

Para aqueles que dedicaram um mínimo tempo para analisar e conferir a trajetória dos candidatos a presidência, isso não é nenhuma surpresa. O que levaria um deputado que passou quase 30 anos sem fazer praticamente nada no congresso, a não ser usufruir de recursos públicos, a mudar de postura e trabalhar em prol do crescimento do país? Pois é.

É claro que nem todo mundo que votou e elegeu o candidato mais despreparado concorda com suas decisões ou tampouco tinha noção do seu plano de governo (o que deveria ser uma obrigação para qualquer pessoa poder votar, mas estamos falando de um país em que pouco se lê e menos ainda se compreende). Entre esses, vejo esperança, vejo pessoas abrindo os olhos e enxergando a realidade e o caos dentro do país. O pior são aqueles que insistem no erro, que preferem atacar a educação pública, que preferem botar em risco a aprendizagem e o futuro de seus filhos, de seus netos para defender uma ideia que já se mostrou incoerente e errada.

É hora de cobrar! O presidente é nosso funcionário, nós pagamos seu salário, ele está lá para garantir nossos interesses e não o interesse de uma meia dúzia, ele não está lá para representar só aqueles que o elegeram, e sim toda população. Vergonhoso de verdade é continuar acobertando e encontrando desculpas esdrúxulas a cada atitude imbecil do representante mor do nosso país. Ou responder qualquer questionamento com “e o PT!?”.

 

 

Jasmine Horst

Sobre o Autor

Jasmine Horst

Jornalista, Mestre em Letras, pesquisadora de identidades e relações de gênero