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Opinião
| 7 mar de 2019

Atender, entender e acolher

Imagem: Abrale

Nos últimos tempos muito tem se falado sobre atendimento humanizado na área da saúde, mas a final de contas, o que isso significa? Segundo o dicionário Aurélio, humanizado significa humanar, inspirar humanidade, adoçar, suavizar, tornar-se humano, compadecer-se.

As alterações inesperadas associadas ao bem-estar de uma pessoa, principalmente relacionados à saúde, geram reações de medo e ansiedade que mudam a rotina e apresentam uma nova realidade ao paciente.

A necessidade da humanização no atendimento surgiu à medida que o paciente passou a ser visto de forma fragmentada, focando apenas em suas necessidades biológicas, fazendo o atendimento tornar-se apenas a aplicação mecanizada de procedimentos técnicos, esquecendo-se de que o paciente, muitas vezes fragilizado, é um agente biopsicossocial e precisa ser ouvido e respeitado em sua individualidade.

Ouvir o paciente é um dos pontos fundamentais para essa pratica, pode parecer uma tarefa simples, mas a sobrecarga da rotina e de atendimentos pode dificultar uma aproximação, fazendo parecer que o profissional que realiza o atendimento é quem detém todo saber, ignorando as angustias do paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, a humanização da saúde deve permanecer como uma diretriz transversal que favoreça o diálogo, a troca de saberes entre profissionais, trabalho em equipe e consideração aos desejos e interesses de todos, principalmente do paciente.

E como saber se o atendimento está sendo humanizado? Isso acontece quando somos ouvidos e recebemos um tratamento baseado na ética profissional, individualizado, que considere a pessoa como um todo, com empatia e respeitando sua intimidade e limitações, não com frieza e intimidação.

Muitas vezes, apenas com o fato de ser ouvido, o paciente sente-se mais aliviado, o que faz com que o tratamento flua de forma mais tranquila, isso também coopera para que o nível de confiança aumente.

É também o tão falado “olhos nos olhos” que humaniza o tratamento. Ele permite a troca, o cuidado e o crescimento mútuo entre quem cuida e quem é cuidado. Em um atendimento humanizado todos ganham independente do resultado final, porque nele o amor ao humano prevalece em sua mais nobre essência.

Viviane Eloisa Bini

Sobre o Autor

Viviane Eloisa Bini

Fisioterapeuta (Crefito 8-260195-F), Mestranda em Desenvolvimento Comunitário (Unicentro)