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Opinião
| 7 mar de 2019

A história da Agronomia

Foto: Minnesota Soybean Research & Promotion Council

Inicialmente, em Atenas, meados de 1300, o termo agrônomo se definia como o magistrado encarregado da administração da periferia agrícola da cidade. Sendo que agronomia, do grego agrônomos, significava o estudo científico dos problemas físicos, químicos e biológicos apresentados pela prática da agricultura. Quinhentos anos depois, na França, foi definido que agrônomo é o técnico que entende de agricultura, aquele que escreve sobre agronomia e estuda cientificamente a natureza. Esses termos e definições foram utilizados até 1700, no período da Revolução Francesa, até então esse profissional era considerado mais um escritor de textos do que um prático da agricultura. A oficialização da agronomia ocorreu na França em 1848 com a fundação do Instituto Nacional Agronômico de Versailles.

A história da agronomia no mundo e também no Brasil está muito relacionada com a criação de cursos nas universidades.  No período Brasil Colônia, Dom João VI inaugurou dois cursos práticos de agricultura, em 1812 na Bahia e em 1814, no Rio de Janeiro. Em 1º de novembro de 1859, foi criado o Imperial Instituto Baiano de Agricultura. Em 1875, criou-se a primeira escola de agronomia, a Imperial Escola Agrícola da Bahia, no povoado de São Bento das Lages, no município de Cruz das Almas, hoje denominada Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia.

Em 1887 foi inaugurado o IAC (Instituto Agronômico de Campinas), no qual são desenvolvidas diversas pesquisas no ramo agrícola. Em 1894 a Escola Politécnica em São Paulo diplomou um total de 23 profissionais até 1910, quando o curso foi desativado. Em 1900 a Escola Agrícola Prática São João da Montanha, em Piracicaba, foi inaugurada, em seguida, em 1901, fundou-se a instituição que hoje é a ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). Em 1908, fundou-se a ESAL (Escola Superior de Agricultura de Lavras).

Outro marco importante na história da agronomia no Brasil foi a diplomação em agronomia da primeira mulher, ocorreu na Escola de Pelotas, RS. Em 1940 criou-se a UFV, antigamente denominada Escola de Agricultura e Veterinária de MG e Universidade Rural do Estado de MG. Em 1960 teve início a fase de estabelecimento de outros cursos de Pós-graduação em Agricultura. Em 1973 criou-se a EMBRAPA, durante do regime militar. O reconhecimento do curso de Agronomia somente se deu 35 anos após a criação do primeiro colégio, com o decreto 8.319/1910. Já a profissão de engenheiro agrônomo só foi reconhecida em 1933, com o decreto nº 23.196, no dia 12 de outubro, fazendo com que essa data fosse comemorada o “Dia do Engenheiro Agrônomo”.

No Paraná o curso de agronomia iniciou suas atividades três anos depois da inauguração da UFPR, mais precisamente no dia 1 de fevereiro de 1915.  A trajetória do curso de agronomia é marcada por grandes feitos e está muito ligada à história do desenvolvimento econômico do Estado do Paraná. Foi a ousadia e a competência de seus idealizadores, motivados pela sociedade paranaense, que fizeram da UFPR a primeira Universidade do Brasil. Em Guarapuava, o curso de Agronomia foi criado em 1999 e funcionava pela FEG/ESCA. Atualmente o curso pode ser encontrado em faculdades particulares e na Unicentro desde 2003.

Ernani Garcia Neto

Sobre o Autor

Ernani Garcia Neto

Engenheiro Agrônomo, Mestrando em Produção Vegetal (UNICENTRO)